Comitê deliberativo

O Comitê deliberativo do Projeto Amadeo Luciano Lorenzato é formado por profissionais de notório saber acerca da obra do artista – nos ambientes comercial, acadêmico e institucional – e do estabelecimento de projetos de pesquisa artística no Brasil. Seus membros, a partir de assembleias periódicas regidas por regimento interno e aberto, analisam e emitem pareceres acerca da incorporação de obras submetidas na catalogação do Projeto.

Thiago Gomide trabalhou com Bernardo Paz no processo inicial de construção e criação do Instituto Inhotim, em Minas Gerais, onde atuou como gerente de exposições entre 2002 e 2007. Em seguida, trabalhou com Jones Bergamin na Bolsa de Arte, em São Paulo, onde esteve durante seis anos à frente do departamento de arte contemporânea, fotografia e design. Em 2013, associou-se à Antonia Bergamin e, juntos, abriram a galeria Bergamin & Gomide, que operou até 2021. Atualmente é sócio-fundador da galeria Gomide&Co. Ao longo de sua trajetória, desenvolveu um consistente trabalho de pesquisa e difusão da obra de Amadeo Luciano Lorenzato, realizando as exposições E você nem imagina que Epaminondas sou eu (2014), primeira individual do artista na galeria, e Lorenzato: Paisagens (2022), dedicada a um dos eixos centrais de sua produção. Essas iniciativas contribuíram para ampliar o reconhecimento crítico e institucional da obra de Lorenzato, impulsionando sua inserção no circuito internacional de arte contemporânea.

Daniel Rebouço atua há 26 anos no mercado de arte e há 18 anos no segmento de leilões como leiloeiro oficial pelos estados de Minas Gerais e São Paulo, prática que o levou a conhecer de perto o trabalho de um número incalculável de artistas — da arte acadêmica à cultura popular — percorrendo a rica diversidade da produção artística brasileira, de Norte a Sul do país. Atualmente, é diretor comercial da Blombô Leilões.

Laymert Garcia dos Santos é professor titular do departamento de Sociologia/IFCH da Universidade Estadual de Campinas, e atual presidente do Projeto Lorenzato. Foi conselheiro do CNPC do Ministério da Cultura e Diretor da Fundação Bienal de São Paulo. Sua atuação tem ênfase na Sociologia da Tecnologia e na Arte Contemporânea, principalmente em temas como tecnologia, biotecnologia, arte contemporânea, política e Brasil. Também foi curador da exposição Lorenzato, a grandeza da modéstia, na Galeria Estação, em 2014.

Manoel Macedo é o galerista à frente da Manoel Macedo Arte, criada em 1981, proeminente galeria de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais. Sua larga experiência e seriedade no trato com novos valores fizeram da galeria um posto avançado da produção mais contemporânea da arte do Brasil e no mundo. Foi também um dos principais responsáveis pela valorização e difusão da obra de Amadeo Luciano Lorenzato, de quem se tornou importante colecionador e incentivador. Em sua galeria, realizou exposições individuais decisivas para a consolidação da trajetória do artista, entre elas Lorenzato (1988), a mostra comemorativa Lorenzato: 90 anos (1990), acompanhada de um catálogo que se tornou referência bibliográfica, e uma nova individual em 2007, apresentada entre dezembro de 2007 e janeiro de 2008, igualmente acompanhada de publicação dedicada à obra do pintor.

Pedro Mendes é sócio-fundador da galeria Mendes Wood DM, com sedes em São Paulo, Bruxelas e Nova York. À frente da galeria, tem desempenhado um papel importante na projeção internacional da arte brasileira. Em 2019, a Mendes Wood DM apresentou a exposição individual Lorenzato em seu espaço em Nova York, a primeira dedicada ao artista nos Estados Unidos. No mesmo ano, realizou Amadeo Luciano Lorenzato em sua sede de Bruxelas, ampliando a circulação da obra do pintor na Europa. Desde então, a galeria tem mantido a produção de Lorenzato em evidência por meio de exposições coletivas e projetos curatoriais em suas diferentes sedes, contribuindo para consolidar seu reconhecimento no circuito internacional de arte contemporânea.

Rodrigo Moura é curador e crítico de arte. Já trabalhou como curador adjunto do MASP e curador do Inhotim onde contribuiu em aquisições para o instituto. Como curador do Museu da Pampulha (2004–2006) em Belo Horizonte, organizou exposição individuais de artistas como Fernanda Gomes, Renata Lucas, José Bento, entre outros. Foi curador-chefe do Museo del Barrio (2019-2025) e diretor artístico do MALBA, em Buenos Aires (2025-2026). É também organizador do livro “Lorenzato”, publicado pela Ubu em 2022.

Rodrigo Ratton é sócio-fundador da Galeria de Arte Rodrigo Ratton, dedicada à promoção de artistas mineiros contemporâneos e populares. Ao longo de sua trajetória, tem contribuído para a valorização e difusão da produção artística de Minas Gerais, com especial atenção a nomes fundamentais de sua história. Em 2020, a galeria realizou a exposição Noites e Noturnos: 120 anos de Lorenzato, dedicada à produção noturna do artista e organizada em celebração aos 120 anos de seu nascimento, reunindo um conjunto significativo de obras representativas desse núcleo de sua pintura.